Jardim de Infância Criança Esperança | Guiné-Bissau

Jardim de Infância Criança Esperança

 

Porquê trabalhar na Guiné-Bissau?

A Guiné-Bissau é um país onde nos sentimos bem recebidos pela simpatia e hospitalidade da sua população e que surpreende pela beleza das suas paisagens e recursos naturais. Verdadeiro “mosaico étcnico”, a Guiné-Bissau é marcada por uma estrutura social fortemente heterogénea, que está relacionada com a existência de uma multiplicidade de etnias e, com estas, uma variedade de línguas, culturas, hábitos e tradições que partilham uma área territorial comum.

Apesar desta riqueza cultural que não deixa ninguém indiferente, a Guiné-Bissau é também um dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) que apresenta indicadores de desenvolvimento mais baixos. Dentro deste grupo de países, abaixo da Guiné-Bissau apenas está Moçambique, onde a ATACA também está presente, desenvolvendo projetos em parceria com entidades locais há mais de 10 anos. Estes são dados do Índice de Desenvolvimento Humano (PNUD, 2016): a Guiné-Bissau ocupa a 178º posição e Moçambique a 181º num total de 188 países.

Nesta mesma tabela, Portugal ocupa a posição 41º, Cabo Verde está no lugar 122º, São Tomé e Príncipe no 142º e Angola no 150º. Para saber mais, consulte o link:
http://hdr.undp.org/sites/default/files/2016_human_development_report.pdf  

A saúde e a educação são dois dos pilares mais importantes do desenvolvimento de um país e a Guiné-Bissau enfrenta muitas dificuldades nestas duas áreas.Na área da educação, principal vertente de atuação da ATACA, são vários os entraves ao bom funcionamento do sistema educativo guineense:

– fraquezas institucionais (descontinuidade de políticas educativas, a dispersão dos serviços, baixo orçamento para a educação, entre outras);

– assimetrias de género e regiões (fosso entre a percentagem de alunos do sexo masculino e do feminino a frequentar a escola e maior taxa de analfabetismo nas regiões do interior/rurais);

– escassez de recursos materiais e humanos (falta de infraestruturas capazes de assegurar as necessidades da população e de materiais didácticos para os alunos/professores, entre outras);

– baixo domínio da língua oficial do país, que é o português: são faladas mais de 25 línguas étnicas e o crioulo, língua franca no país e comum a toda a população, é falado por 75 a 80% da população, enquanto o português é dominado apenas por cerca de 5 a 13%.

Assim, a ATACA propõe-se apoiar o acesso de crianças em situação vulnerável a uma educação de qualidade na Guiné-Bissau, através do Projeto Tutor à Distância (PTàD). O Jardim de Infância Criança Esperança é uma das entidades onde a ATACA apoia crianças no terreno.  

 

Jardim de Infância Criança Esperança – Canchungo

 

 

O Jardim da Infância Criança Esperança foi fundado no ano de 2002 e é propriedade da Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida, estando sob sua direta orientação. Esta escolinha foi criada com a finalidade de responder a uma necessidade de oferta de educação pré-escolar para as crianças da comunidade de Canchungo, Guiné-Bissau.

A escolinha conta com cerca de 190 crianças inscritas, divididas em turmas de 3, 4 e 5 anos, decorrendo a atividade escolar durante a manhã. Os educadores recebem formação ao longo do ano, elaborando em conjunto planos de sessão para implementar em cada dia com as crianças. A qualidade desta resposta educativa é bastante elevada, em especial quando comparada com as que existem no mesmo contexto, sendo claro o desenvolvimento das crianças que a frequentam.

Através do apoio dos tutores, a ATACA garante que crianças com dificuldades sócioeconómicas podem frequentar o ensino pré-escolar nesta instituição, dando prioridade a crianças órfãs ou que estejam a cargo de familiares.

Estudos realizados indicam que 61% das crianças na África Subsariana não atinge o seu potencial de desenvolvimento devido à pobreza. Complicações ao nível da saúde, carências nutricionais, práticas culturais que limitam a comunicação entre pais e filhos e ambientes com poucos livros, brinquedos e outras oportunidades de aprendizagem podem contribuir para um desenvolvimento físico e cognitivo menos adequado

(Grantham-McGregor et al, 2007).

Como resultado, as crianças chegam à escola primária mal preparadas para uma nova aprendizagem e meio ambiente. Assim, a aposta em programas de desenvolvimento na primeira infância afigura-se uma forma promissora de prevenir essas condicionantes e promover o desenvolvimento precoce.