Testemunhos

Nesta secção poderá compreender o sentimento de alguns dos nossos voluntários, tanto em relação à ataca como ao trabalho que desempenham na instituição.

 

Ser voluntário na ATACA é a prova de que 30 pessoas motivadas conseguem, com um pequeno esforço diário, ajudar mais de 250 crianças em África. Desenvolvendo o meu trabalho voluntário em Portugal, coloco as minhas capacidades pessoais ao serviço de quem mais precisa, sem esperar retorno material, e sem estar envolvido numa estrutura assente em princípios financeiros e de mercado. Trabalhar assim é gratificante! Mas porquê na ATACA? Em primeiro lugar, porque a Associação assenta numa estrutura informal, caracterizada por grande companheirismo e por pessoas simples, que partilham entre si valores fundamentais como a amizade, a perseverança e o sacrifício em prol do outro. Por outro lado, devido à forma como o Projecto Tutor à Distância se demarca dos restantes projectos de apadrinhamento, proporcionando um apoio justo e digno às crianças e famílias apoiadas. Por fim, por a ONGD ser ainda jovem, permitindo que margem de progressão seja enorme, o que constitui um desafio constante no dia-a-dia do voluntário. Ser voluntário da ATACA relembra-me todos dias, que existem pessoas que com 20% de esforço fazem 80% da diferença, nas vidas simples das crianças Africanas. E tu? Estás à altura deste desafio?

Miguel Freitas - Vogal da Direção da ATACA entre 2011 e 2013

A ATACA é uma Associação de solidariedade em que através de um projecto de apadrinhamento à distância torna possível que crianças desfavorecidas tenham, mediante donativos de tutores, acesso à educação, alimentação, vestuário e cuidados de saúde. O que me motiva a ser voluntária nesta Associação é saber que as crianças apoiadas podem ter um futuro melhor, usufruindo de bens essenciais, que de outro modo seria impossível obterem. Acredito que as crianças de hoje são o futuro de amanhã! Este é o desafio que partilho com a ATACA. Ajudar as crianças a desenvolverem-se, e sonharem com um futuro melhor.

Sara Pires - Voluntária da ATACA

Aos meus olhos, a ATACA é apenas uma gota... mas acredito que aos olhos das crianças que apoiamos, a ataca é um imenso oceano! Temos a oportunidade de, à nossa maneira, lutar por um mundo mais justo. E isso, está ao alcance de todos... apenas temos de nos unir, e chegar mais longe!

Nuno Vasconcelos - Voluntário da ATACA

Juntar-me ao projecto o ano passado foi, sem dúvida alguma, uma das melhores decisões que tomei. De facto, não há sensação que se compare à de ajudar e ao mesmo tempo sermos ajudados, sentirmos que realmente damos um contributo a alguém e que esse alguém também nos retribui de alguma forma. E, na ATACA, essa retribuição é preciosa através dos sorrisos, das cartas, dos desenhos das crianças, do apoio dos nossos tutores e, claro, do apoio de todos os voluntários. Assim, no final de um dia intenso de trabalho, não há melhor forma de o terminar que na nossa sede, prestando o apoio que também gostaria de receber, se estivesse nas mesmas condições que as nossas crianças. Obrigada ATACA.

Maria João Barros - Voluntária da ATACA

Para um voluntário, a ATACA pode ser um sem fim de coisas. Pode ser o que ela é: um conjunto de pessoas que se propuseram a ajudar a desenvolver, em termos humanos, comunidades em países africanos, a promover o voluntariado e a promover os Direitos Humanos e da Criança. E é-o, com certeza, para todos os voluntários. Mas a ATACA também pode ser parte importante de um projecto de vida. Pode ser um veículo para a realização de um sonho. Pode ser uma escola, na qual se adquire uma série de novos conhecimentos, se abrem perspectivas e se compreendem novas culturas e novas ideias, se criam novas amizades. Pode ser apenas uma forma de nos sentirmos mais tranquilos e menos responsáveis pelas desigualdades sociais, económicas e de oportunidades que a globalização torna cada vez mais evidentes. De forma mais concreta, actual e pessoal, ser voluntário da ATACA é contribuir para uma melhor educação, alimentação, higiene e saúde de centenas de crianças directamente, e indirectamente de milhares de moçambicanos. É ter a consciência que uma hora diária de trabalho voluntário proporciona qualidade de vida e abre um sem número de oportunidades a quem não tinha nada disso, nem teria a possibilidade de ter. E ainda saber que, com tudo isto, estamos a aprender, a melhorar, a contribuir para a nossa formação (e porque não dizê-lo, para o nosso currículo). Assim, não são necessárias motivações extra. E acreditem, quando se vem da sede, à noite, após uma sessão de trabalho, vem-se com um sorriso na cara e na mente, e dorme-se melhor.

Luís Azevedo Maia - Voluntário da ATACA

Ser voluntária é para mim algo natural. Ser voluntária da ATACA faz parte do meu quotidiano. Não imagino o meu dia-a-dia sem as tarefas habituais do dia-a-dia, as situações para resolver, as conquistas que todos juntos conseguimos. A primeira vez que parti rumo a África, apesar de toda a preparação, não sabia o que ia encontrar, como me ia adaptar, como ia lidar com tudo o que os meus olhos iam encarar. Descobri que o ser humano adapta-se a qualquer realidade, a qualquer desafio desde que o faça com paixão e amor. Não há tempo para ter saudades de casa. Às vezes nem mesmo para comer ou dormir. O trabalho que ATACA desempenha em terreno é tão rico e real que ficamos absorvidos por fazer parte daquilo. Só pensámos em fazer o nosso melhor e o máximo possível. Ter participado em três missões é um privilégio para mim. Acompanhei o crescimento das nossas crianças ao vivo, a melhoria das condições de vida de cada uma das famílias, o carinho e o reconhecimento comunitário por uma associação que cresce todos os dias em prol dos valores em que acredita. De cada vez que alguém amigo ou familiar me dá os parabéns pela coragem fico um pouco baralhada... para mim ir é estar em casa, é regressar aquele que já é o meu lar, porque lá sim é que estão os verdadeiros heróis, que sobrevivem diariamente a uma vida que muitos de nós não imaginamos. Eles sim são verdadeiros corajosos da vida. Como carinhosamente se diz em Moçambique o que sinto por todo aquele povo é que ESTAMOS JUNTOS

Rita Esteves - Vogal da Direcção da ATACA entre 2009 e 2013

A ATACA nasceu do sonho de alguns que acreditaram ser possível ajudar os outros fazendo coisas simples e indispensáveis, sem vaidades nem mediatismos, mas com a forte convicção de que é possível estar na primeira linha da luta contra a pobreza e a exclusão social em África. Sinto-me feliz por ter sido um dos seus fundadores, honrado por me terem confiado a primeira presidência e orgulhoso por ter conduzido o processo que culminou com o registo da ataca como ONGD. Continuo firme nas minhas convicções solidárias ao lado dos companheiros que, generosamente, dão um pouco do seu tempo livre no apoio a um tão grandioso projecto como este que diariamente vivemos na ATACA, acreditando num amanhã mais feliz e num mundo globalmente mais solidário.

Fernando Durana Pinto - Presidente da Direcção da ATACA entre 2006 e 2009

O Voluntariado tem sempre feito parte da minha história de vida. Abraçar a ATACA - Associação de Tutores e Amigos da Criança Africana, foi, sem dúvida nenhuma, outro grande desafio. Ao ser voluntaria da ATACA, foi mais um passo que dei neste meu caminho que me norteia, de uma forma simples e espontânea, mas como se fosse indispensável à minha sobrevivência. ATACA/voluntariado, duas forças motrizes grandiosas que se complementam ajudando a transformar o mundo e provando a todos que não há sonhos impossíveis. Obrigada ATACA por me teres dado este privilégio.

Manuela Almeida - Presidente da Direção da ATACA entre 2009 e 2013