A província da Zambézia é conhecida por ter o maior palmar do mundo, com paisagens em que nos perdemos na imensidão destas árvores.

Infelizmente esta paisagem está a desvanecer, sendo preciso um esforço para imaginarmos como seria belo o maior palmar do mundo.
Em Inhassunge podemos avistar centenas e centenas de coqueiros a morrer, sem copa, com os seus troncos frágeis como papel. É uma vista desoladora, não só pela beleza que perdeu mas também por todas as consequências que esta doença dos coqueiros acarreta para a população, já de si em situação de pobreza extrema.
Os coqueiros, particularmente em Inhassunge, eram o sustento de muitas familias. Do coqueiro retiram o lanho (coco ainda verde) ou o coco, que serve de alimentação e, principalmente, de hidratação. Num local onde as pessoas bebem a água da chuva que cai em buracos feitos na terra, a água de coco é um bem essencial devido às suas propriedades extremamente hidratantes.

De seguida, as folhas do coqueiro, as chamadas nhocas (em chuabo, dialecto local), servem de cobertura e de telhado para as casas, protegendo, minimamente, as familias da chuva e do frio. Já os troncos, chamados paus ferro são os “alicerces” das casas e também os seus “tijolos”, pois é com estes que se constroem as paredes garantindo alguma resistência ao vento e a outras intempéries. Além de servirem para a construção de casas, os troncos dos coqueiros também podem ser usados como bancos em escolas por exemplo.

Os coqueiros são realmente de extrema importância para esta população.

E quando acabarem? Quando a doença atingir todos os coqueiros?

Um dia destes, em conversa com uma pessoa local acerca deste assunto, esta citou um ditado que aqui costumam dizer: “Deus no 1º dia criou a Europa, no 2º a África do Sul e no 3º foi de férias.” Com isto querem dizer, continuou o senhor a explicar, que parece que Deus não passou por Moçambique por tudo aquilo que aqui acontece… No meio de tanta pobreza às vezes é dificil compreender como é que até a Natureza é madrasta.

Mas será mesmo culpa da Natureza? Ou será, mais uma vez, culpa do próprio Homem?

Não haveriam meios de prevenir a propagação da doença dos coqueiros?
É urgente investir na prevenção primária para que não surjam outras doenças com o impacto que a doença dos coqueiros tem na população local.
E como se não bastasse, também o camarão, por muitos considerado dos melhores do mundo, apresenta o síndrome da mancha branca, não podendo ser consumido.

Num país onde a pobreza extrema é uma realidade bem palpável, é primordial que se invista na prevenção deste tipo de calamidades e na preservação dos bens que a Natureza colocou, não por acaso, ao dispor destas pessoas.

A província da Zambézia é conhecida por ter o maior palmar do mundo, com paisagens em que nos perdemos na imensidão destas árvores.

Infelizmente esta paisagem está a desvanecer, sendo preciso um esforço para imaginarmos como seria belo o maior palmar do mundo.

Em Inhassunge podemos avistar centenas e centenas de coqueiros a morrer, sem copa, com os seus troncos frágeis como papel. É uma vista desoladora, não só pela beleza que perdeu mas também por todas as consequências que esta doença dos coqueiros acarreta para a população, já de si em situação de extrema pobreza.

Os coqueiros, particularmente em Inhassunge, são o sustento de muitas famílias. Do coqueiro retiram o lanho (coco ainda verde) ou o coco, que serve de alimentação e, principalmente, de hidratação. Num local onde as pessoas bebem a água da chuva que cai em buracos feitos na terra, a água de coco é um bem essencial devido às suas propriedades extremamente hidratantes.

De seguida, as folhas do coqueiro, as chamadas nhocas (em chuabo, dialecto local), servem de cobertura e de telhado para as casas, protegendo, minimamente, as famílias da chuva e do frio. Já os troncos, chamados paus ferro são os “alicerces” das casas e também os seus “tijolos”, pois é com estes que se constroem as paredes garantindo alguma resistência ao vento e a outras intempéries. Além de servirem para a construção de casas, os troncos dos coqueiros também podem ser usados como bancos em escolas por exemplo.

Os coqueiros são realmente de extrema importância para esta população.

E quando acabarem? Quando a doença atingir todos os coqueiros?

Um dia destes, em conversa com uma pessoa local acerca deste assunto, esta citou um ditado que aqui costumam dizer: “Deus no 1º dia criou a Europa, no 2º a África do Sul e no 3º foi de férias.”

Com isto querem dizer, continuou o senhor a explicar, que parece que Deus não passou por Moçambique por tudo aquilo que aqui acontece…No meio de tanta pobreza às vezes é difícil compreender como é que até a Natureza é madrasta.

Mas será mesmo culpa da Natureza? Ou será, mais uma vez, culpa do próprio Homem?

Não haveriam meios de prevenir a propagação da doença dos coqueiros?

É urgente investir na prevenção primária para que não surjam outras doenças com o impacto que a doença dos coqueiros tem na população local.

E como se não bastasse, também o camarão, por muitos considerados dos melhores do mundo, apresenta o síndrome da mancha branca, não podendo ser consumido.

Num país onde a pobreza extrema é uma realidade bem palpável, é primordial que se invista na prevenção deste tipo de calamidades e na preservação dos bens que a Natureza colocou, não por acaso, ao dispor destas pessoas.

Ana Oliveira

2 Responses to Os coqueiros
  1. Obrigada Ana pelo teu post, por nos recordares a imensidão de pessoas como as de Inhassunge que precisam de nós, que necessitam da ajuda de Organizações como a ataca. A doença dos coqueiros que está, cada vez mais, a propagar-se por essa zona é sem dúvida revoltante: porquê é que foi logo acontecer nesta região, a estas pessoas cujo principal sustento era o coqueiro? Infelizmente não podemos saber a resposta, mas podemos fazer todos os possíveis por minimizar o sofrimento e dificuldades destas famílias. Obrigada pelo teu excelente trabalho!!

    Francisca

  2. Muito bom Ana. Execelnte trabalho na minimização do sofrimento dessas pessoas. Beijinhu e continua.
    Jorge


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