As nossas mais recentes idas a Inhassunge com o objectivo de alargar o projecto permitiu perceber, mais uma vez, a realidade do ensino em Moçambique.

Acordar, fazer higiene pessoal, tomar o pequeno-almoço e depois ir para a escola, infelizmente, não é uma rotina universal.


Aqui, neste cantinho do mundo, por vezes estes pequenos passos parecem tão utópicos.
E, por isso, é com tanta satisfação que percebemos que com a actuação da ataca conseguimos mudar pequenos mundos de metro e meio. Na realidade, ao conhecermos dezenas de famílias em Inhassunge o rumo de algumas crianças mudou.

A Admira é um dos nossos exemplos.
Vive com a sua mãe e os seus irmãos. E o que acontecia até há algum tempo atrás? A Admira não estudava porque segundo a sua mamã, “como é menina pode ajudar-me na machamba”.
Sensibilizamos a mamã sobre a importância do ensino para o crescimento de todas as crianças. E, por curiosidade, quando questionamos a criança se queria estudar qualquer palavra que fosse pronunciada seria muito diminuta comparado com a forma como os seus olhos falaram e sorriram. Felizmente, hoje o “impossível” tornou-se “possível” e a Admira com os seus 12 anos regressou à escola cheia de motivação para aprender.
Afinal de contas, a educação é um direito que assiste a qualquer criança independentemente do lugar onde está!
3 Responses to A “luta” do AEIOU
  1. Oláaaaa gente linda!

    Como é boa a sensação de conseguir tocar positivamente a vida de alguém, não é?! E tratando-se de uma menina moçambicana, nem se fala! Meninas esclarecidas, são meninas até serem adultas e não meninas/mulheres antes do tempo… Bem hajam por terem feito os olhos da Admira sorrirem! Bem hajam por lhe terem proporcionado o direito de escolher, de sonhar!

    Um abraço daqueles mesmo, mesmo bons para cada um dos voluntários, para o Evaristo e o Melo, para cada uma das crianças do projeto, para todas as mamãs e para a Irmã Idalina destas velhas amigas, mais conhecidas como

    As Sisters

    "A verdadeira sabedoria consiste em saber como aumentar o bem-estar do mundo." (Benjamin Franklin)

  2. Que boa notícia!
    Estão a fazer um excelente trabalho!

    O acesso à educação deve exigir-nos toda a persistência.

    Um grande abraço

  3. É verdade,só mesmo estando aí é que nos apercebemos que o que é óbvio para nós, não é para eles. Sinto-me orgulhosa por ter estado aí e ter ajudado a que a Admira regressasse à escola. Espero que continue por muitos mais anos!
    Mónica Correia


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